Empresas corruptas, comunicação corrompida

Fiat cria perfis falsos

Por incrível que pareça, a maioria das empresas ainda não compreendeu as enormes mudanças no cenário da comunicação global. As áreas de marketing das empresas seguem fazendo as mesmas coisas que faziam há 40, 50 anos, ou seja, acreditam que a comunicação é unidirecional, da empresa para a sociedade e ponto final. Ainda assim, esse tipo de comunicação é jurássico, totalmente baseado nas velhas mídias como jornal, revista, rádio e TV. Veja, o que são essas velhas mídias, qual é a marca dessas mídias? Essas mídias são intermediárias entre o mundo e o leitor ou espectador ou ouvinte. Tudo que você vê na velha mídia passou pelo crivo de alguém, um jornalista, um editor, um repórter. Eles escolheram o tema, eles escolheram as pessoas para entrevistar, as opiniões são as deles e as interações eles controlam. Você não vê o mundo diretamente. Essas mídias veem o mundo por você e te dizem o que é importante.

Novas mídias

Ocorre que, com as novas mídias, isso mudou drasticamente. Hoje não precisamos ouvir o especialista em Covid da TV Globo, alguém que está lá para cumprir determinada agenda. Podemos ver, ouvir, ler centenas de especialistas, inclusive com visões antagônicas, diretamente por suas páginas nas redes sociais, YouTube, blogs, Rumble, Gettr, Telegram e muitas mais. Isso quer dizer que não precisamos mais da mediação dos veículos de imprensa para ver o mundo.

Só que as empresas ainda não entenderam essa mudança. As áreas de marketing de empresas como Gerdau e FIAT, por exemplo, acham que basta emitir uma “nota à imprensa” que a sociedade vai ver as coisas como elas querem que as pessoas vejam. Querem que você acredite que o atleta Maurício de Souza, do Minas Tênis Club, é “homofóbico” apenas porque questionou a ideologia de gênero que toma conta de revistas em quadrinhos, por exemplo.

A FIAT quebrou a cara amargamente. Foi massacrada nas redes sociais. E segue sendo! E como sofreu um enorme desgaste de imagem por causa da incompetência de suas áreas de comunicação e marketing, partiu para uma ação desesperada em busca da recuperação da imagem.

Então fez algo pior ainda. Veja o vídeo com o jornalista Armando Levy.

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